A prevenção é o melhor dos tratamentos. O Mais seguro, o mais eficaz, o menos oneroso ao cidadão e o estado. Mas o problema que devemos abordar é como prevenir os males da infertilidade. Tudo começa na educação, na infância, no núcleo familiar e na escola. As crianças devem ter acesso a informações sobre como funciona biologicamente o corpo humano, também no seu aspecto sexual e reprodutivo. É incrível, mas muito comum que os pais e educadores continuem a fugir de um tema tão simples, mas complexo que muitas vezes fazem os adolescentes buscarem respostas onde existe mais confusão e cumplicidade do que propriamente orientação.

É preciso desmistificar o sexo; falar sobre sexo não é estimular o ato sexual. Preparar o adolescente para sua iniciação sexual deveria ser algo comum, pois sexo é um instinto fisiológico que vira com ou sem orientação domestica. Na etapa seguinte a escolha do parceiro, tomando conhecimento que uma das principais causas de infertilidade é o exagero no numero de parceiros, quanto tanto o homem quanto as mulheres estarão mais expostos aos agentes infecciosos, que podem levar a comprometimento dos órgãos sexuais em caráter temporário ou definitivo. O uso dos métodos de barreira (camisinha), não somente previnem destas mazelas, como também são eficazes contra a gravidez não planejada.

A gravidez não desejada é um dos grandes motivadores dos abortos criminosos, trazendo para os adolescentes e principalmente para a mulher conseqüências graves do ponto de vista psicológico, como sentimento de culpa e medo de não mais procriar. Alem de ocasionar riscos físicos, ao sistema reprodutivo, pondo a sua vida em risco, impedindo ou dificultando uma futura gravidez. As atividades profissionais que utilizam irradiação ou produto químico que podem comprometer as células germinativas devem ser executadas com toda a proteção necessária.

Laqueadura (ligação) tubária é um importante fator de infertilidade feminina. Cerca de uma em cada três mulheres que fazem laqueadura se arrependem. Este fato é importante, pois os critérios de inclusão destas mulheres devem ser rigorosos. Levando-se em consideração a existência de tantos bons métodos contraceptivos temporários, os definitivos deverão ultima opção, pois gerará infertilidade definitiva. Naturalmente, existem causas de infertilidade que não se consegue evitar como, por exemplo: Endometriose, doenças imunológicas (produzem anticorpos contar espermatozóides ou óvulos), defeitos genéticos das células germinativas, diminuição na qualidade ou qualidade dos espermatozóides, pólipo endometrial, mioma submucoso e etc.

Também faz parte da prevenção a atenção instantânea aos casais que após um ano com atividade sexual regular, sem usar métodos contraceptivos, não conseguiram uma gravidez.
E a idade da mulher também e muito importante, pois ela tem uma janela de fertilidade.

Nesta etapa o casal deverá buscar ajuda de um especialista de infertilidade. Pois o prognostico reprodutivo depende do relógio biológico feminino e o tic-tac dos ovários não parou nem mesmo quando você lia esse artigo. Prevenir também é buscar o adequado tratamento em um tempo oportuno.