Preservação da fertilidade para paciente Oncológico

Oncoinfertilidade
7 de janeiro de 2015
Karla Bonates & Aldemar Bonates Neto
25 de fevereiro de 2015

Preservação da fertilidade para paciente Oncológico

A evolução no tratamento de câncer representa uma nova chance de vida para as pessoas que enfrentam a doença. Alem do crescimento das possibilidades de cura estimulado pela detecção precoce – o câncer de mama por exemplo, é curável em cerca de 95% dos casos se descoberto cedo – as pesquisas médicas têm contribuído para a elevação da qualidade de vida de quem vence a enfermidade.

 

Técnicas para preservação da fertilidade

No homem:

• Congelamento do Sêmen: É um processo realizado com técnicas bem estabelecidas e resultados confiáveis. O sêmen deverá ser coletado através da masturbação, preferencialmente em várias amostras. Será congelado a -196oC, armazenado por tempo indeterminado podendo ser descongelado e utilizado no momento adequado.
• Congelamento de Embrião
• Congelamento de óvulos

Hoje é de suma importância que os médicos estejam bem informados para evitar transtornos jurídicos, e oferecendo ao paciente oportunidade de preservar sua fertilidade .

 

CONHEÇA AS PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES DA RESOLUÇÃO CFM Nº 2.013/13:

Brasília, 16 de abril de 2013

IDADE DA PACIENTE – a idade máxima das candidatas à gestação de reprodução assistida é de 50 anos.

DOAÇÃO COMPARTILHADA – o CFM libera que uma mulher, em tratamento para engravidar, doe parte dos seus óvulos para outra mulher, em troca do custeio de parte do tratamento. Estabeleceu-se também um limite de idade da doadora: 35 anos.

IDADE LIMITE PARA DOAÇÃO DE ESPERMATOZOIDES – 50 anos.

ÚTERO DE SUBSTITUIÇÃO – Ampliou-se para parentesco consanguíneo de até 4º grau (incluindo mãe, irmã, avó, tia e prima).

TRANSFERÊNCIA – A nova redação também deixa mais claro quanto ao número de embriões a serem transferidos no caso de doação: estes devem respeitar o critério de idade da doadora e não da receptora.

DESCARTE – os embriões criopreservados acima de cinco anos, poderão ser descartados se esta for à vontade dos casais.

HOMOAFETIVIDADE – É permitido o uso das técnicas de reprodução assistida para relacionamentos homoafetivos e pessoas solteiras, respeitado o direito da objeção de consciência do médico.

COMPATIBILIDADE HLA – as técnicas de reprodução assistida podem ser usadas para seleção de embriões compatíveis com algum filho do casal afetado por alguma doença que necessite de um transplante.